Publicar anúncio superior

Publicar anúncio superior


quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Após áudio, ministro do Trabalho demite secretário executivo


O ministro do Trabalho, Caio Vieira, dispensou seu secretário executivo, Admilson Moreira, depois que a Coluna do Estadão revelou um áudio dele enviado a um grupo de WhatsApp de auditores fiscais em que aponta aparelhamento da máquina pública por partidos que comandaram a pasta, como PT, PDT, Solidariedade, PTB, além da Força Sindical e da bancada evangélica. A dispensa está no Diário Oficial da União de hoje (21).
https://politica.estadao.com.br/blogs/coluna-do-estadao/wp-content/uploads/sites/352/2018/11/ADMILSON.png
Na gravação revelada pela Coluna, Admilson afirmou que “a coisa degringolou mais ainda, porque juntou esse aparelhamento sindical à ânsia do PTB de se locupletar”. Ainda acusou a bancada evangélica de também ter bebido “dessa fonte” e o ministério, de não estar dedicado ao “interesse social”.
O áudio abriu uma crise na Esplanada e motivou o ex-ministro do Trabalho Ronaldo Nogueira a entrar com requerimento de convocação de Caio Vieira na Comissão do Trabalho da Câmara. “O ministro vai ter de explicar também sobre as autuações de trabalho escravo a que responde”, diz Nogueira. A assessoria do Ministério do Trabalho não quis se manifestar.
Aos colegas auditores, Admilson traçava uma forma de “se infiltrar” na equipe de transição de Bolsonaro para poder defender a manutenção do ministério. Ele ainda acusou o coordenador de assuntos jurídicos de Bolsonaro, Pablo Tatim, de querer “fatiar” a pasta.
Procurado, o secretário disse se tratar de gravação “de interesse privado” e que apenas relatou fatos noticiados pela imprensa ao falar de aparelhamento por partidos. Em relação à Tatim, Admilson reafirmou a crítica e atribui a ele a ideia de desmembrar o ministério.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Tradutor