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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

A exemplo do Ceará, Pará e Espírito Santo pedem ajuda federal para segurança

A preocupação com o avanço da violência está levando dois estados a pedir ajuda ao governo federal nesse início de ano assim como o Ceará. Desde a última quinta-feira, o estado do Nordeste foi alvo de 161 ataques de facções criminosas em 39 cidades do estado .
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, tem encontro marcado hoje com Moro, em Brasília, para tratar do reforço da segurança e da estrutura do sistema prisional do estado, que, diante da superlotação, estaria sob ameaça.
Já o governador do Pará, Helder Barbalho, solicitou o envio ao estado de 500 homens da Força Nacional para impedir o avanço da criminalidade. Segundo o Ministério da Justiça, o pedido de Barbalho ainda está em análise na pasta.
Setores de inteligência do governo já trabalhavam, desde o fim do ano passado, com informações de que uma onda de violência poderia explodir nas prisões e nas ruas do Ceará.
Fontes do primeiro escalão do ex-presidente Michel Temer e auxiliares diretos do atual ministro da Justiça, Sergio Moro, revelaram que o trabalho das forças de segurança conseguiu neutralizar, nos últimos dias de dezembro, a ação das facções criminosas dentro dos presídios. A inteligência policial não teria eliminado, porém, o risco de que os ataques, que se alastraram pelo interior do Ceará, migrem para prisões de outros estados.
Por motivo de segurança, órgãos de segurança do governo mantêm em sigilo os outros estados que estariam sob monitoramento. Indulto, o estopim
Segundo interlocutores diretos de Moro, além dos fatores regionais que insuflaram a crise no Ceará, um dos motivos da revolta entre os presos foi a decisão de Temer de não conceder indulto de Natal no fim do ano.
A pressão das facções criminosas nos presídios, já tradicional no mês de janeiro, teria se intensificado a partir da notícia de que, mesmo com bom comportamento, presos continuariam atrás das grades.
A decisão do presidente Jair Bolsonaro de acabar com o perdão presidencial a presos durante seu governo e a promessa de Moro de endurecer o combate aos líderes das facções também contribuem para o risco de retaliação do crime país afora.
Ainda durante a transição, o ministro da Justiça, que teve a segurança reforçada nesta terça-feira por ordem de Bolsonaro, anunciou a criação de forças-tarefas de inteligência, nos moldes da Operação Lava-Jato, para combater as facções . Moro disse que a ideia era neutralizar os líderes do crime, isolando-os nas prisões.
— O crime organizado tem que ser tratado com inteligência, disse Moro.

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